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 De 2005 até 2008 postei vários textos no blog sobre Budismo Vajrayana.
Meus tópicos ou textos escolhidos estou postanto aqui no
site com algumas alterações e atualizações.
Boa leitura.  Figueiredo.om - Tashi delek !!


figueiredo.om @budismovirtual.com


Viagem Tântrica
     Vajrayana ou Budismo Tântrico, foi descrito no século passado como a parte mais atrasada no desenvolvimento e na evolução do pensamento budista, na visão de pensadores ocidentais. 
     Na época, entendiam o budismo mais conhecido (Theravada, etc.), vendo o Buda como o Cristo do Leste que ensina uma mensagem essencialmente moral, mas quando confrontado com um sistema de conhecimento e de prática que engloba todos os elementos mágicos e ocultos que o racionalismo ocidental tinha rejeitado havia séculos, poderia somente explicá-lo como algo degenerado dos ensinamentos.
    Certamente, se alguma coisa restou da invasão e da opressão Chinesa sobre o povo tibetano, foi que esse país exilou, tanto na Índia quanto nos países ocidentais, Lamas (professores) tibetanos, e incentivou-os a espalhar sua tradição entre leigos e estudiosos. O tantra Vajrayana diverge muito do tantra indiano. A prática de Vajrayana manipula a força vital com a mente, a concentração e a visualização de deidades.
    Em seu livro "Magic and Mystery in Tibet", a escritora Alexandra David-Neel, popularizou histórias dos iogues tibetanos que, no meio do inverno, secam folhas geladas com seus corpos despidos. Gestos e posturas simbólicas, amor e paixão na arte budista tântrica, o "Bardo" ou estado intermediário, tudo visto por leigos como mantra secreto.



Ciclo da existência Insatisfatória
   Quando Budha atingiu a iluminação, ele pensou que seria difícil alguém acreditar no que ele havia descoberto sobre a natureza da realidade e sobre a capacidade humana para a liberdade e o despertar espiritual.
   O primeiro ensinamento do Budha não foi sobre a bem-aventurança.
   A primeira coisa que ele ensinou foi a realidade do sofrimento. Primeiro reconheçam a realidade do sofrimento.Budha disse que existem quatro tipos de sofrimento.
    O primeiro o "sofrimento do sofrimento", é o sofrimento aparente, físico ou mental. A doença e a dor física são sofrimentos aparentes. Existem também os sofrimentos mentais da ansiedade, do medo e da infelicidade.O primeiro ensinamento de Budha em Sarnath foi sobre os sofrimentos aparentes da doença, da velhice, da morte e as muitas variações do desapontamento sobre as quais tendemos a pensar que estamos imunes. Mas é somente a ponta do iceberg do sofrimento.
    A análise resulta na tese de que sofremos porque nos identificamos ou "nos apegamos intimamente" aos constituintes da nossa identidade pessoal: "Este é meu corpo, estes são meus desejos, meus pensamentos, minhas ambições, meus medos; isto sou eu."Compreenda a natureza da sua própria mente e identidade, investigue a natureza do seu próprio corpo e, com a espada do insight, corte a raiz do sofrimento .  



Visão, Meditação e Ação
    Compreender a impermanência é de extrema importância dentro do contexto budista. Assim como as quatro nobres verdades são reconhecidas por todas as escolas budistas, a impermanência é um ensinamento presente em todas as linhagens.Basicamente, todos os fenômenos são impermanentes. 
Entenda-se por fenômeno qualquer idéia de existência, seja de um eu, de um outro, de um objeto, de uma experiência. Os fenômenos são impermanentes devido à sua natureza composta, ou seja, existem a partir de causas e condições. Quando as causas e condições cessam, o fenômeno cessa também.Sem o passado e o futuro, o presente não existe. Se o momento presente se tornasse permanente, não haveria futuro, pois o presente estaria sempre aqui. Tudo que podemos fazer tem um começo, meio e fim.  

 

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